Apresentação

ESQUINA - Cidade, Lazer e Animação Cultural

É na esquina que todos passam e onde se cruzam histórias, é na esquina que muitos param para conversar, combinar coisas ou, simplesmente, nada fazer e só olhar. A esquina é lugar da alegria, da tristeza, do encontro, dos embates, da troca, da contradição, da mudança e da espera. Do tempo que corre e do tempo que passa devagar, quase parando...

A esquina é característica das cidades, é de todos, mas não é propriedade de ninguém.
Não se colocam grades em uma esquina.
Ela é do povo, é da rua, é da cidade.
É do povo da rua da cidade!

Essa dinâmica da esquina nos remete às questões centrais de nossos estudos. Estamos preocupados com construções de alternativas para políticas e para intervenções culturais. Juntamente com Raymond Williams e E. P. Thompson acreditamos que a cultura tem uma função social e é um campo válido de lutas, deste modo, em nossas investigações buscamos apoio nos Estudos Culturais. Partimos do princípio que processos culturais estão intrinsecamente ligados a condições de classe social, a questões de gênero e de raça e a questões referidas à idade, portanto, a cultura, é um campo de disputas e de poder. Esta compreensão abre um enorme espaço para atuação e nos auxilia a conectar o trabalho intelectual ao trabalho político.

Estamos preocupados com as questões referidas ao lazer, considerado como um fenômeno caracteristicamente urbano e também como um campo de lutas e espaço de tensões. É nossa pretensão atuar como mediadores culturais, tomando a Animação Cultural, como ferramenta metodológica para o desenvolvimento de ações que envolvam grupos subalternos e levem ao questionamento do status quo e à construção de uma sociedade justa.

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